
Durante a gravidez e a amamentação, o corpo da mulher trabalha em dobro.
E não é exagero dizer: o bebê retira tudo que precisa dos nutrientes da mãe. Por isso, a suplementação nessa fase não é luxo, é cuidado. Tanto com quem está chegando quanto com quem já está aqui, vivendo as transformações da maternidade.
Muitas vezes, os polivitamínicos de farmácia parecem resolver, mas em quantidades pequenas demais para suprir as necessidades reais. É aqui que entra a importância de um olhar individualizado, feito junto ao médico, para garantir que mãe e bebê estejam bem nutridos do início da gestação até o fim da amamentação.
Os nutrientes que fazem diferença
💡 Não precisa decorar fórmulas complicadas. Pense assim: alguns nutrientes são como pilares invisíveis, sustentando o desenvolvimento do bebê e a saúde da mãe.
1. Ômega-3 (DHA)
O famoso “óleo bom do peixe” é uma das matérias-primas do cérebro do bebê. Estudos e relatos mostram diferenças reais em aprendizagem, coordenação motora e desenvolvimento cognitivo quando há suplementação adequada.
👉 Para a mãe, o DHA também é essencial: a falta dele está relacionada a depressão pós-parto.
2. Vitamina B12
Parceira do ômega-3, ajuda diretamente no desenvolvimento cerebral e cognitivo do bebê.
3. Vitamina D3
Mais do que vitamina, é um hormônio vital. Atua no controle do cálcio e em processos importantes da formação cerebral. Aqui, mais importante do que pensar em cálcio é pensar em vitamina D — junto com exposição solar saudável, claro.
4. Iodo
Outro nutriente-chave para a formação do cérebro. Muitas vezes esquecido, mas tão importante quanto o DHA e a vitamina D.
5. Vitamina A
Fundamental para visão, cérebro e órgãos do bebê. Está naturalmente presente em alimentos como frutas e verduras (na forma de betacaroteno).
⚠️ Mas atenção: medicamentos com derivados de vitamina A, como o Roacutan, são proibidos durante a gravidez porque podem causar malformações graves.
Mitos que merecem ser desfeitos
- Cálcio em excesso: diferente do que se pensa, a deficiência de cálcio é rara numa alimentação equilibrada. O problema maior é o excesso, que pode trazer riscos.
- Leite para azia: o alívio é passageiro e pode até piorar depois.
- Alimentos industrializados “enriquecidos”: não substituem uma alimentação de verdade e podem intoxicar.
- Suplementar sem orientação: cada corpo é único, e só um profissional pode ajustar a dosagem de forma segura.
O que fica de mensagem
👉 A suplementação não substitui uma boa alimentação, mas complementa onde o corpo não consegue chegar sozinho.
👉 Mãe bem nutrida = bebê com melhores condições de saúde e desenvolvimento.
👉 O acompanhamento médico é o caminho mais seguro para que esse cuidado seja eficaz, sem excessos ou faltas.
No fim, a grande verdade é que a maternidade já exige demais.
Cuidar da base, ou seja, o que você come, suplementa e sente é uma forma de garantir energia, presença e saúde para os dois lados dessa história: mãe e filho.