Você já ouviu alguém dizer que barriga pontuda é sinal de menino e barriga redonda de menina?
Ou que, se for menina, ela “rouba” a beleza da mãe?

Essas frases atravessam gerações, aparecem em rodas de família e até nas consultas médicas. Mas afinal: será que existe mesmo diferença entre estar grávida de menino ou de menina?
A resposta é: sim e não. Vou te explicar.
O que a ciência já descobriu
Antes de mergulhar nos mitos, é importante entender o que a ciência comprovou até agora.
Existem diferenças, sim, mas nada a ver com a forma da barriga ou com a pele da mãe. As mudanças têm relação direta com fatores hormonais e genéticos, e isso pode influenciar a saúde da gestante.
Pesquisadores australianos analisaram 600 mil nascimentos e perceberam algo curioso: mulheres grávidas de meninos tinham mais chances de enfrentar complicações como:
- diabetes gestacional
- pré-eclâmpsia
- parto prematuro
Ou seja, o feto masculino pode “exigir mais” do organismo materno em alguns aspectos metabólicos e imunológicos.
Já nas gestações de meninas, o HCG (aquele hormônio que dá o positivo no teste de gravidez) tende a estar um pouco mais alto. E o que isso significa? Enjoos mais fortes, mais sensibilidade e sintomas que parecem intensificados no começo da gravidez.
👉 Mas calma: sentir muito enjoo não é garantia de que seja uma menina. Gravidez de gêmeos, por exemplo, também eleva os níveis de HCG — e isso pode fazer os sintomas explodirem já nas primeiras semanas.
Como descobrir o sexo do bebê com certeza
No fundo, só existe uma maneira segura de descobrir se vem aí um príncipe ou uma princesa: exames médicos.
- Ultrassom: a partir da 18ª semana, já dá para identificar o sexo. Antes disso, o exame serve mais para acompanhar o desenvolvimento geral.
- Sexagem fetal: exame de sangue simples para a mãe, feito a partir da 10ª semana. Ele busca pelo cromossomo Y. Se aparece → menino. Se não → menina.
- Testes genéticos (como NIPT): além do sexo, podem detectar possíveis riscos de saúde no bebê.
Ou seja: brincar com palpites é divertido, mas só o médico pode dar o veredito final.
Os mitos mais famosos sobre gravidez de menino e menina
Mesmo com toda a ciência disponível, os mitos continuam vivos — e fazem parte da cultura popular. Vamos aos mais conhecidos?
1. Formato da barriga
- Mito: barriga pontuda = menino, barriga redonda = menina.
- Realidade: o formato da barriga depende da posição do bebê, da estrutura do corpo da mãe e até da elasticidade da pele. Nada a ver com o sexo do bebê.
2. Enjoos e sintomas
- Mito: meninas dão mais enjoo.
- Realidade: os hormônios influenciam sim, mas não existe regra. Muitas mães de meninos relatam náuseas fortíssimas.
3. Beleza da mãe
- Mito: meninas “roubam” a beleza da mãe.
- Realidade: pele e cabelo mudam por conta dos hormônios e do aumento do fluxo sanguíneo. Isso pode acontecer em qualquer gestação.
4. Outros clássicos
- Desejos alimentares: doce é menina, salgado é menino → pura lenda.
- Movimentos do bebê: agitado é menino, calmo é menina → sem base científica.
- Intuição materna: muitas mães dizem que “sabiam desde o início”. Pode ser só palpite certeiro — ou a famosa intuição que a gente não explica.
O que realmente importa
No fim das contas, a pergunta não é “menino ou menina?”.
A pergunta que vale de verdade é: como está a saúde da mãe e do bebê?
Claro, é divertido brincar com os palpites e tradições, mas é importante não deixar a ansiedade de descobrir o sexo roubar a leveza da gestação.
Porque, no fim, seja menino ou menina, o que realmente importa é receber esse pequeno ser com amor, presença e saúde.